
"Mulher corintiana também chora, mas é ela que ergue o irmão corintiano depois de um baque, depois de uma derrota. Levanta-te, Lázaro alvinegro, ela opera milagres. É o tipo da mulher que vai além do futebol de resultados.
Mais inteligente que o maloqueiro, a cria da costela de São Jorge não pede a cabeça do técnico quando o time é o primeiro da tabela. Tem juízo.
A mulher corintiana, assim como uma religiosa fiel, é a que menos aceita um forasteiro, alguém que não pertença ao bando de loucos, como seu legítimo esposo. Até para namorar, é bronca, exige todo um código de etiqueta.
Quando acontece o enlace com “alguém de outra crença” é um “O casamento de Romeu e Julieta”, como escreveu o Mário Prata, torcedor do Linense.
A corintianíssima não dissimula, olha no olho, diz na lata, nunca é meia boca, se sai para o jogo tira mesmo todos os volantes da contenção do desejo."
Xico Sá
Xico Sá
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